Histórico da
Cidade de Juti-MS
SANTA
LUZIA OU DISTRITO DE JUTI
Vila
fundada entre 1912 e 1915, por influencia do progresso da extração
da Erva-Mate, ou ILEX MATE PARAGUAYENSIS.
O primeiro morador foi Sérgio Maciel de Oliveira; filho
de João Paulo Maciel de Oliveira. Sérgio chegou
nos campos de Santa Luzia, no dia 13 de dezembro de 1898, onde
construiu uma paragem provisória, para daí, seguir
em direção leste, margem do Rio Laranjaí,
ou margem esquerda do Rio Amambaí. Por fim resolveu ficar
em Santa Luzia, seus irmãos, Cassimiro e Genésio
Maciel, foram para a costa do rio Amambaí, no porto Palermo,
onde se fixaram definitivamente, Genésio ficou nas cabeceiras
do São Lucas, onde ergueu a Faz. Belo Horizonte.
Mais Tarde, já em 1902 ou 1904, Filisbino e Amâncio
Claro, abrindo uma Propriedade na conta do Taquara Velho, Lindeiros
com Sérgio Maciel. Depois destes, ainda entre 1904 ou 1906,
Antônio Alves, vulgo “Antônio Guri”, que
implantou a primeira casa varejista, e também, da Região.
É,
também, desta época, os paraguaios; José
Lopez, e Caraí Freitas. Segundo testemunhas, Dom Freitas
figura como sendo o primeiro morador a construir uma casa ou um
rancho de sapé, onde hoje é o hospital de Santa
Luzia, ou seja, onde foi o centro da vila até meados de
1945 mais ou menos. Em 1908, mais ou menos chega o primeiro sapateiro,
Lauro Moura, “Grandalhão á Beca”. Era
um verdadeiro gigante com 2 metros e pouco, casado com Joaquina
Corim, filha de Joaquim Rodrigues Corim.
Começaram a chegar os velhos moradores, Dona Téo
(Dona Teodósia), Inhá Chaló (salvadora),
parteira, benzedeira e sortista, mãe de uma leva de meninos.
Em1916 chega Pedro Afonso de Souza Rocha, pai dos Rochas; Luiz
Venânsio Soares, açougueiro; Arthur Campos, comerciante;
Diógenes Capilé, comerciante, e outros. E a partir
de 1920, vieram: Bonifácio Fernandes e Dona Lupa. A vila
foi aparecendo, entre 1912 e 1920, um amontoado de ranchos de
capim, outros cobertos de tabuinha, ou de zinco.
A
partir de 1920, a vila cresceu assustadoramente, a ponto de se
tornar o maior centro comercial da Região, com exceção
da Campanário, chegando a ter em média, 2.500 casas,
entre residências e casas comerciais.
Aí aparecem, Mimi (Sizenando Alves Rocha), primeiro farmacêutico,
alopata, homeopata, laboratorista e boticário de grande
valor que partiu de Santa Luzia, em 1945/47; Manoel Nogueira,
professor e conhecedor de assuntos de redação e
leis; Vasco Soares, açougueiro; Marcolino Dáuria;
Ciríaco Holosback; Antônio Vieira, professor, foi
o primeiro ou o segundo professor a lecionar, particular, para
as crianças, de Santa Luzia.
O Distrito de Paz de Santa Luzia, ou de Juti, como ficou denominado,
foi criado para a Vila de Caarapó, pela lei Estadual nº1.021,
de 21 de setembro de 1929, no governo de Mário Correia,
governador do Estado de Mato Grosso.A Lei nº1.021 entrou
em vigor, na data do seu veredito, no dia 13 de janeiro de 1930.
O cartório foi instalado, na vila de Caarapó, em
16 de março de 1930, com a posse das primeiras autoridades:
Juiz de Paz, Francisco Serejo; para escrivão de Paz foi
nomeado Antônio Batista Júnior, popular “Tunico
Primavera”.
Em
22 de janeiro de 1930, assume a Presidência do Estado de
Mato Grosso do Sul, o Dr. Aníbal Benefício de Toledo,
governista da ala Júlio Prestes, candidato da Presidência
da República, eleito em 01/03/1930, nas eleições
gerais em Getúlio Vargas, também foi candidato á
Presidência da República. O Partido do Governo Washington
Luiz ganhou as eleições de 01 de março de
1930, e Aníbal Toledo, já eleito em 1929, e que
tomará posse em 22 de janeiro de 1930. Além do mais,
ele era Presidente da Cia. Mate Laranjeira, empresa contrária
a toda espécie de ocupação de terras, no
sul do Estado de Mato Grosso.
Aníbal
Toledo, descontente com a perda do mandato, em 30 de novembro
de 1930, pouco antes de ser destituído do poder, expediu
um ato ou decreto, transferindo a sede do Distrito de Juti, da
Vila de Caarapó, para a Vila de Santa Luzia alegando ser
um lugar de maior progresso, como de fato era mesmo.
Assim
que, em novembro ou dezembro do mesmo ano (1930), o cartório
foi levado para a Vila de Santa Luzia.
Conta-se que, para levarem os livros, veio uma comissão
composta de mais de vinte pessoas, muito bem armadas e montando
em bons cavalos. No caminho, de volta a Santa Luzia, o cavalo
que conduzia o material, espantou-se de um cupim, escondido atrás
de uma moita, saindo numa disparada louca, pondo tudo pr terra,
espalhando livros por toda a banda, um aqui, outro acolá...
O susto foi tão grande a ponto de darem crédito
numa espécie de azar ou castigo; pragas, talvez, não
sabem o certo.
O
cartório foi parar em Santa Luzia e, a Vila de Caarapó,
perdeu sua jurisdição de Vila, a condição
de Distrito e passou a pertencer ao Distrito de Santa Luzia, até
seu desmembramento, em 1948, com a criação do Cartório,
ou Distrito de Paz de Caarapó, em 16/11/1948, pela Lei
nº188. É por este motivo que Santa Luzia se chama
Juti. Foi o nome que empregaram para segurar o Cartório.
Foram juízes de Paz, em Santa Luzia: Francisco Serejo,
Marcolino Dáuria, Hélio Serejo, Manoel Nogueira,
Urbano da Silveira e outros. A vila de Santa Luzia, ou Distrito
de Juti, derivou de um ponto de paragem de carreteiros, das barrancas
dos rios Paraná, Amambaí e Laranjaí, para
Campanário, Ponta Porã, Aquidauana, Nioaque, Porto
Murtinho ou Concepcion, no Paraguai ou outros lugares. Era aqui
que os carreteiros encontravam um recanto, parte dos melhores
prados deste Sul de Mato Grosso, onde a pastagem era abundante,
rica em espécies e variedades em teor alimentício.
O
lugar sofreu muito. Cresceu por conta própria, sem o auxilio
dos órgãos governamentais, estaduais, federais ou
municipais, com exceção da ajuda que recebeu da
Prefeitura Municipal de Caarapó. Foi por muito tempo sustentada
pelo apoio da Cia. Mate Laranjeira, que nos fins de semana, soltava
sua peonada, para algumas compras e, eles acorriam á Santa
Luzia, Principalmente nos dias de Semana Santa e nos dias de Carreiradas
– Corridas de cavalos – umas das poucas diversões
que existia por aqui. Santa Luzia, nesses dias, se transformava
na capital, porém num rebuliço tremendo.
Com a queda do território, a 18 de setembro de 1946, a
decretação do contrato de arrendamento dos ervais,
pela Cia. Mate Laranjeira, ainda, em 1946, a Vila entrou em decadência,
perdendo maior parte de sua população.
A
Vila de Santa Luzia, lá pelos meados de 1950, mais parecia
ruínas de um vilarejo que fora tomado pelos ataques de
hordas, nos tempos de guerras pela fome ou pela peste. Era triste
olhar aquilo. Um luar que foi tão lindo, tão movimentado.
ASPECTOS
GEOGRÁFICOS
Município
de Caarapó, ou Juty (Nhuti), esta assentada sobre o espigão
mestre da serra dos dourados, no Sul do estado do Mato Grosso
Sul, acima do trópico de capricórnio a cem quilômetros,
entre os rios Dourado, ao Norte e, Amambay e Piratini, ao Sul.
Limitando-se ao Sudeste, Oeste e Noroeste, com o município
de Ponta Porã; Norte com o município de Dourados;
Nordeste com o município de Fátima do Sul e Jatey
e, leste com o município de Naviraí, e ao Sul, com
o município de Iguatemi, e Amambay.
O
município ocupa uma área de 3.931 km2,dividido em
quatro distritos de paz, o da Sede, o de Juty ou Santa Luzia,
Nova América e Cristalina. Uma população
estimada em 32.524 habitantes, uma densidade demográfica
de 8,5 habitantes/km2, um índice de, aproximadamente, 1,8%
de nascimento e um crescimento demográfico de 1,5% ao ano
dependendo dos trabalhos e assistência direta ao homem do
campo.
Altitude
e Hidrografia
A
altitude é bastante variada, devido a leve ondulação
do terreno, sem a presença de serras. Quanto aos rios ribeiros,
ao Sul, temos o rio Amambai e Piratini, ambos navegáveis
por embarcações de peque porte, exéto nas
partes encachoeiradas ou de correntezas, como os saltos Itu e
Pirapó, no rio Amambai e Salto do Piratini.
Ao
norte temos o rio Dourados, navegável, também, por
embarcações de pequeno porte.
Clima
O
clima de nossa região é tropical encaminhando para
o temperado quente, semiárido e as gramíneas de
várias espécies e ricas em vitaminas e sais minerais
onde o gado farta-se em abundância, sem necessitar de sal
enriquecido ou elementos artificial. As nossas matas eram de tipo
Matas Galerias. Eram densas e acompanhavam as águas da
bacia platina.
Nossas
matas foram, quase que totalmente dizimadas, transformadas em
sua maioria, em pastagens artificiais e lavouras. Atualmente a
soja está sendo cultivada nas regiões de cerrados
e campos de Juty.
Solo
Nosso
solo é do tipo Latossolo, um solo muito antigo, de origem
terciária, onde predomina o solo de terra mista e terra
roxa. Era muito rico em húmus e outra substancia orgânicas
e inorgânicas, tais como fósforo, potássio,
magnésio, iodo, porém pobre em calcário,
sendo, portanto necessário de muita correção,
principalmente, na região dos serrados. O que empobreceu
o nosso solo foi uma coisa que esta afetando os solos de todas
as Américas. É a erosão tanto pluviométrica,
quanto eólica, sendo esta ultima causada pelo processo
empregado no desmatamento. Predominam os solos de terra roxa,
nas regiões de Conchita Cuê, Ibicui, Café
Porã, Engenho Velho, Saydju, Piratini, Liberal, São
Lourenço, Carapozinho, sete Volta, Lagoa de Ouros, Capuanos.
As demais localidades, como: Cristalina, Posto Indíjena,
são Francisco, Santa Luzia, Entroncamento, Luceiro, Cerrito,
ou Serrito, Três Irmãos, São Domingos e Boca
da Picada, predomina o solo do tipo terra mista silício
rico. Não fosssem as queimadas e o mau processo empregado
nas arações e preparo do solo para o plantio. O
nosso solo seria um dos mais ricos do Brasil, mas as queimadas
e a erosão pluvial e eólica estão acabando
com as substâncias microrgânicas da terra fértil
de Caarapó.
Nossos
rios estão morrendo
Os
nossos rios: Dourados, Piratini, Amambai,
Ivinhema, Laranjaí, Guirai, Taquara, e outros, que, até
1940, eram piscosos, Límpidos de água claras e rico
em outros animais, como a capivara, a anta, o tapiri, a paca,
a lontra, a ariranha e outros, hoje já não se em
contra quase nada em suas águas. A maioria deles, já
assoerados, barrentos e, entulhados de restos de madeiras, árvores
velhas, quase apodrecidas, já não possuem quase
nada de vida. A falta das matas ribeirinha fez com que as barrancas
fossem e continuam sendo, destruídas pela ação
das águas das chuvas que debandam em sua direção,
formando valas profundas, e até enormes voçorocas.
A
VIDA EM JUTY
População:
usos e costumes
A
população de nosso município é composta
de descendentes de gaúchos, paraguaios, silvícolas,
catarinenses, paranaenses, paulistas, mineiros, e argentinos,
das províncias de Missiones e Corriontes e, atualmente,
a presença do nordestino em grande escala. Predomina o
costume gauchesco pelo uso do chimarrão, e do paraguaio
pelo uso do terreré. Do gaúcho erdou-se o uso das
danças como o chote, a valsa o vanerão, misturando-se
com outros costumes paraguaio. Do paraguaio erdou-se o uso do
facão para a limpeza das roças.PRIMEIRAS FAMÍLIAS
Marcolino DáuriaNatural de Alegrete-RS, onde nasceu em
02 de junho de 1898. Filho de Luigi Dáuria e dona Liberina
Dáuria.
Foi
comerciante de atacado e varejo, foi político, ervateiro
e, por fim, pecuarista.
Na
política dói Getulista , tomando parte na Revolução
Liberal de 1930, ao lado dos revoltosos. Empossado Getulio Vargas
, na Presidência da Republica , Marcolino transferiu-se
para Santa Luzia, onde permaneceu até 1955.
Com
a criação de dos Partidos Políticos , em
1945, fundou em Santa Luzia , o PTB, bem como em Caarapó,
e nele permaneceu até sua extinção em 1965.
Em Santa Luzia , além da atividade do comércio,
Marcolino foi chefe político e Juiz de Paz de 1933 a 1953.A
principio nomeado de 1933 até 1945, neste mesmo ano, com
as eleições gerais, ele foi eleito Juiz de Paz e,
reeleito em 1950, permaneceu no cargo até 1953, data em
que deixou o cargo já com intenções de mudar-se
de Santa Luzia , vindo residir em Caarapó, Dourados e Campo
Grande.
Em
ocasiões de emergências exerceu por várias
vezes o cargo de Delegacia de Policia em Santa Luzia.
Com a criação de emergências exerceu por varias
vezes o cargo de Delegado de Policia de Santa Luzia.
Com a criação da Comarca de Ponta Porá, em
20 de setembro de 1915, e que foi instalada em 13 de junho de
1916, Marcolino fez parte do primeiro corpo de jurados desta região
.
Tomou
parte ativa nos movimentos para criação do Distrito
de Caarapó em 1945, 46 e 47, ao lado de Euclides Serejo
Batista, João Silveira Viana e outros , bem como para a
criação do mesmo Município, em 1958.
Marcolino faleceu em Caarapó em 1983, com 85 anos de idade,
tendo sido sepultado na cidade de Santa Luzia , onde viveu grande
parte de sua vida pública e privada. Como uma simples homenagem
aos trabalhos prestados por este homem público , deram
seu nome ao trecho da rodovia que liga Caarapó a Vila Juty,
que é um ramal da BR 163. Rodovia Marcolino Dáuria.
Vó
ChininhaAmália
Batista Ribeiro, nascida no Rincão de Julio, Município
de Ponta Porá –MT, aos 15 de maio de 1903, filha
de João Batista Escobar e de Ignácia Ribeiro.
Casada,
em Dourados - MT , com Dionísio Rodrigues Lopes, em 1921.
Em
1929, segundo ela, nasceu seu primeiro neto(a criança que
nascia nas mãos de um , ou de uma assistente, ou Parteira,
era chamada de neto(a)); Ramão ,filho de Gregório
Vargas e de Durvalina (Vica). Vó Chininha aprendeu o oficio
de Parteira, com seu esposo, Dionísio, pois que ele já
era assistente , mesmo antes de casar. Naqueles tempos era assim,
quem sabia um pouco mais, ajudava aos outros que menos sabiam,
tudo dentro de um clima de cordialidade e cooperação
. A vida aqui , exigia que fosse assim. Vó Chininha , foi
assistente de mais de 150 parturientes nesta redondeza , além
de outras que nasceram em Dourados, Ponta Porá, Campanário,
Santa Luzia.. e que foram assistidos por ela , pois , mesmo distante,
vinham busca-la , custasse o que custasse. Seus parto eram feitos
com técnicas médicas, sem rezação
e sem simpatias e promessas.Era uma senhora sem superstições.
Muito entendida em medicina homeopática e caseira (remédios
de jujos, plantas...) , acreditava muito na Providencia Divina,
e isto nunca lhe faltou . Ficou viúva em 1941, e assim
permaneceu até sua morte em 1982.Tio
FabricianoFabriciano
de Oliveira Menezes, nascido aos 05 dias do mês de janeiro
de 1900, filho de Urbano Menezes e de Timíria de Oliveira.
Seu Fabriciano , nasceu e cresceu e ficou velho vivendo neste
Sul de Mato Grosso. Exerceu , por longos anos, a função
de auxiliar de Policia , Sub-Delegado na Região de Santa
Luzia , Delegado de Juty. Serviu nas escoltas de Diogo, ou Diego
Paz, juntamente com Silvério Larroque, Chico Preto, Clarito
de Almeida , Ângelo Espindola e outros. Sempre que se fazia
necessário uma diligencia , ou seja, sair em busca de um
criminoso, eles eram convocados, pois , soldado ou policial ,
por aqui não existia .Era um dever todo o cidadão
, naquelas épocas , auxiliar nas diligencias policiais
, caso fossem convocados, como é o caso dos jurados nos
dias de hoje.
Tio
Fabriciano ,no campo de lutas, enfrentou um pouco de tudo ,foi
carreteiro, por mais de 8 anos. Foi açougueiro (magarefe)
por 15 anos, 8deles em Juty, (Santa Luzia) e leiteiro , na cidade
de Dourados, antes disso , quando ainda moço , foi construtor
de engenharia de madeira , marceneiro e carpinteiro , tempo em
que a madeira , para se fazer alguma coisa, tinha de ser serrada
à braço, num buraco feito no chão , ou num
girau. Na fabricação de cachaça , Tio Fabriciano
foi mestre , fazia a melhor pinga da região na época.
Esse homem de muita sabedoria, está hoje com seus 87 anos
e, conta seus “causos” com muita lucidez , como se
eles tivessem acontecido ontem, lembra de detalhe por detalhe,
até a cor do cavalo , ou do boi. Dr.
CoutinhoHumberto
de Freitas Coutinho , mineiro de Uberaba, comerciante e muito
entendido em homeopatia . Por este motivo é que ficou conhecido
pelo povo de Juty e Caarapó, como “Dr. Coutinho”,
chegou a Caarapó por volta do ano de 1927, com casa de
comercio varejista . Grande e influente político da época.Sempre
foi governista do antigo PRP, ou do PRPM (Partido Republicano
Mineiro).
Sobre
o Dr. Coutinho , temos poucas informações pois,
terminada a revolução de 1930, que levou Getulio
Vargas ao poder, ele se mudou para Londrina – PR . Não
sabemos se ainda vive, o que sabemos é que ali vive um
filho de seu nome, Jorge Coutinho , o qual tentamos , por muitas
vezes , entrar em contato , mas não foi possível.
Dr. Coutinho foi o primeiro redator do Jornal “O Progresso”,
criado por Militão Viriato Batista, em 22 de fevereiro
de 1920, na cidade de Ponta Porá, pois , além, de
comerciante e entendido em medicina, era também escritor.
Nhá
ChalóMoradora
de Santa Luzia , casada com Gabriel Benites, natural de Concepcion
, Paraguai , de onde vieram a maioria dos Benites , Gabriel ,
nascido em 1900 e Inhá Chaló , nascida em 06 de
agosto de 1902, em Orqueta, Paraguai . Vieram para o Brasil, em
1910, estabelecendo-se, primeiramente em Caarapó, onde
viveram até 1930, indo dali para Santa Luzia, onde permaneceram
até a morte.
Nhá
Chaló era parteira, costureira, benzedeira, sortista e
, acima de tudo, muito caridosa. Era um amor de mulher . Deixou
numerosa descendência. Entre seus filhos , temos :Miguel,
Gregório, Basílio, Agripino, Ângela, Doralina
e Ágda. Quase todos nascidos em Caarapó. Os
MacielJoão
Paulo Maciel Puava de Oliveira , gaúcho , veio numa comitiva
composta por Gabriel de Oliveira , Dinarte de Oliveira , Abílio
Pereira e outros. Chegaram em Juty, por volta de 1890 indo residir
no lugar denominado Glória, num afluente do Córrego
Bonito, margem esquerda, casado com Justina Maciel de Oliveira.
Seus
filhos , Sergio Maciel, Cassemiro e Genésio,vieram depois,
em 1898 Sergio chegou a Juty, onde hoje é a cidade de Santa
Luzia , no dia 1º de dezembro de 1898, instalando-se no lado
esquerdo da cabeceira do Córrego que recebeu o nome de
Santa Luzia. Os outros irmãos , Cassemiro e Genésio,
foram para a costa do Laranjaí e Amambaí, no São
Lucas.
Sergio
Maciel figura como sendo o fundador de Santa Luzia , em 13 de
dezembro de 1898. Se bem que, o patrimônio mesmo só
começou em 1915 e 1916.Os
OliveirasGabriel
José de Oliveira , é natural do Estado do Rio Grande
do Sul, onde nasceu em 1858. Major do exercito , filho de antigo
caudilho da fronteira do Uruguai, sempre ligado ás lutas
pela glória da Província Sulina, tomou parte nas
lutas Federalistas de 1893-95, no Rio Grande do Sul, luta esta,
travada contra os Maragatos Federalistas e Picapaus Legistas.
Gabriel, como era um homem que sabia lutar e vencer , sabia também
amar as mulheres , e por elas ser cortejado . Família
LemesEuclides
Côrrea Lemes, o popular “seu Negrinho Lemes”
filho de Francisco Côrrea Lemes e de dona Antônia
Côrrea Brum, ambos naturais de São Borja –
RS. Seu Negrinho chegou a Mato Grosso em 1920, passando a residir
em Santa Luzia, onde ficou até 1942.
Seu
Negrinho Lemes casou-se com Filisbina Antunes Pinto, uma das filhas
de Randolfo Araão Antunes Pinto e de dona Amélia
Belmonte do Amaral.
Deste
casamento ficaram os seguintes filhos: Nestor, Ranulfo, Assunção,
Baldomero, Ernestina, Maria Helena, Amélia e Antonia.
Seu
Negrinho Lemes, foi carreteiro . Trabalhou com transportes de
cargas , trazendo e levando mercadorias, durante mais de 12 anos
e, nesta época, foi Correio, levava e trazia as malas e
demais correspondências de Campo Grande para Dourados e
Maracaju, e destes locais, para Dourados e Ponta Porá.
Quando
morador de Santa Luzia exerceu por vários anos , a função
de Sub-delegado de Policia de Juty. Trabalhou sempre ao lado de
Dom Marssal, Delegado de Policia de Santa Luzia.Gabriel
Bueno De OliveiraBiê,
natural de Juty-MT, filho de João Laurindo Bueno e de dona
Marfízia Maciel de Oliveira, nasceu a 25 de julho de 1912.
Gabriel
é filho de João Laurindo Bueno e de dona Marfízia
Maciel de Oliveira, ambos naturais do Rio Grande do Sul.
Com
apenas 17 anos resolveu-se casar com Doralina Rodrigues Corim;
filha de Joaquim Corim e de dona Maria Rodrigues Corim. A menina
tinha apenas 14 anos. Casaram-se na Republica do Paraguai, em
1929. Em 1930 foi convocado para o serviço militar, e por
força das circunstâncias , ficou até 1932,
quando foi extraviado do batalhão em Itraré - SP,
vindo a chegar , quase que a pé, dois meses e meio depois,
em Juty.
Com
a Revolução de 1932, a 9ª Circunscrição
Militar de Campo Grande acompanhou os paulistas e o 11º RC
de Ponta Porá, segui para São Paulo com o nome de
Batalhão Antonio João . As tropas do 11º RC,
chegaram até a estação de Itararé,
onde entraram em luta com Forças Federais, e foram derrotados
.
Só
chegaram a Mato Grosso muitos dias depois , alguns até
a pé , e o velho Gabriel foi um destes. Depois de dois
meses e meio ,chegou a Juty, sem ao menos passar por Ponta Porá,tendo
acertado a sua situação militar , 16 anos depois
, em 1948, com novo alistamento militar.
Do primeiro casamento com Doralina , ficaram 6 filhos: João,
Marfisa, Izaltino, Obaldina, Adão e Neris.
Gabriel casou-se com Santa Luzia , na época em que Cyriaco
Holosback era o Juiz de Paz de Juty, porque ele, nesta época
, era Juiz de Paz de Caarapó, 1949-1952, O casamento foi
em 1951.Napoleão
De OliveiraNapoleão
Alves de Oliveira, natural de Juty, Napoleão é filho
de Gabriel José de Oliveira com dona Georgina Cabral de
Oliveira, viúva de Pedro Antonio Alves de Oliveira, morto
no Rio Grande do Sul. Napoleão é considerado o único
filho homem legitimo de seu Gabriel de Oliveira. Teve também
uma irmã , Maria Luiza Alves, e Eduardo morto em uma emboscada.
Dona
Maria Luiza, nasceu em 10 de agosto de 1906, em Iguatemi, quando
da viagem de seus pais para Mato Grosso.
Napoleão,
casou-se com Obaldina de Oliveira Rocha. Deste casamento brotaram
os seguintes rebentos: Deodato, Dinorá, Iolanda, Fernando
César, Maria Guilhermina, e Augusto José.
Dona
Maria Luiza casou-se com Justo Cano, também filho de heróis
fundadores . Deste casamento nasceram os seguintes filhos: Augusto,
Antônia, Camilo, Lauriano, Victor , Ramão, Jose Domingos,
Sebastião, Carlos, Livrada, Santa de Jesus, Valentina,
Rosário, Cirila e Francisca , 15 filhos ao todo.
Seu
Gabriel de Oliveira , além destes filhos tinha mais dois
de criação: Valdevino e Rogustiano. Valdevino, casou-se
com Rita, esta foi vitima de um desastre quando colhia folhas
de coqueiro para os animais , o seu esposo, tempos depois foi
morto traiçoeiramente , por um peão da Fazenda.
Era
assim a Luta dos pioneiros de Juty. Se hoje temos um mundo destes,
como é o caso de Naviraí, Caarapó e Santa
Luzia, é porque foi a custo muito suor e de sangue derramado
de muitos de nossos compatriotas, parentes nossos, ou simples
conhecidos, e que arriscaram em aventuras por este mundão
de Deus, enfrentaram feras , homens rudes e bandoleiros, criminosos
que para cá vinham a fim de se esconderem.MAIS
OLIVEIRATio
Antério Maciel de Oliveira, que casou com Rosalina Claro
, uma das filhas de Tia Fidélia e Amâncio Claro.
Deixou os seguintes filhos: Ramão, Geni, Roque e Marlene.
Tio Antério é irmão de Chico Pedro , o “Tio
Lulu”. Morou no Laranjaí. Homem muito simples , honesto,
e acima de tudo, muito servidor, e um grande amigo das crianças
da época.OS
BATISTASEm
Juty, havia duas famílias Batista. A família de
Joaquim Batista e a de Cipriano Batista do Nascimento.
Joaquim
Batista , natural de Passo Fundo-RS, casado com dona Josefa de
Freitas, também do Rio Grande do Sul . Chegaram a Mato
Grosso por volta de 1908, já vindo da Argentina , onde
residiram por muitos anos , na Região de Santana de Posada,
ou Santa Ana das Missiones.
Aqui ,viveram da pecuária e da agricultura .Gente muito
simples , muito servidores e não se metiam em encrencas
. Seu recanto foi a Região de Ibitu, entre São Domingos
e Caarapó.
Deixaram
os seguintes filhos : Florêncio, Adriano, Pedro, Filipa,
Emilia.DOM
CANDADOEuzébio
Candado , natural de Orqueta,no Paraguai, onde nasceu em 14 de
agosto de 188. Foi criado por seu Pedrinho, Dom Prudêncio
Sárate. N a revolução de 1912 , no Paraguai,
Don Candado , já tinha 24 anos, foi mandado para o Brasil.
Em
1922 mudou-se para Campanário, onde trabalhou por cinco
anos, como serrador braçal, e depois, como carvoeiro e
oleiro. Nesta época , os caminhões da Cia Mate Laranjeira,
em sua maioria eram movidos a gasogênio ou gás de
carvão de lenha moído.
Em
1927, mudou-se para Santa Luzia , onde foi trabalhar na Fazenda
São Lucas , de Genésio Maciel, com quem fez um contrato
por 06 anos, para formar mandiocal. Quem o contratou foi Manuel
de Oliveira, um irmão ou primo de Genésio Maciel.
A quantia de terras , rezada no contrato, era de 10 alqueires
e assim foi feito.
Durante
o tempo em que se esperou para o mandiocal no ponto de produção,
seu Candado foi trabalhar na Fazenda Curupai, a fim de ganhar
alguns trocados par ao sustento da família. Quem o contratou
foi Francisco Serejo Batista, que na época , estava como
empreiteiro da Fazenda Curupai e da Cia Mate Laranjeira. Ali trabalhou
em todos os tipos de serviços: como ervateiro; abridor
de picadas (estradas na mata virgem);como carreteiro e outros
mais. Foi neste tipo de trabalho que o galho de uma árvore
caiu sobre sua cabeça e parte do corpo. Este acidente o
fez ficar por quatro anos numa cama sem poder caminhar . Durante
este tempo quem cuidou do mandiocal foi sua família: a
esposa, dona Cirila, e mais os 05 filhos, onde o mais velho ,
tinha apenas 12 anos.
Quando
recuperou das quebraduras e pode andar, procurou seu patrão,
com quem havia feito o contrato das mandiocas, para um acerto
de contas, e como o contrato havia vencido , este se negou a cumpri-lo
, convidando Dom Candado para que perdoasse a divida diante de
três testemunhas. Nesse meio tempo, Dom Candado veio a Santa
Luzia aconselhar-se com Marcolino Dáuria, Juiz de P az
de Juty, na época , que disse a Eusébio que perdoasse
a divida, pois assim agiria melhor e estaria fora de perigo .
Preferindo perder tudo e salvar sua vida e de seus familiares
, deixou a fazenda São Lucas na maior pobreza em que um
ser humano já pode ficar.
Por
fim passou a preparar mudas de erva-mate , para vender aos plantadores
de ervais, tarefa que se ocupou dela até 1946, quando do
declínio da erva-mate, em Mato Grosso. Seu ultimo serviço
pesado foi serrar madeira a braço, serviço que exerceu
por dez anos . Serrava a madeira por encomenda.
Casado
com dona Cirila Marego, natural de Belém , no Paraguai.
O casamento realizou-se em Amambaí – Brasil , em
1918. Deste casamento ficaram os seguintes filhos : Jatei, Margarida,
Ângela , Victor, Demétrio, Thomásia, Amância
, Zeferina, Delfina, Theodósia e José Candado.
Foi grande defensor dos arrieros , ou mineiros, como eram chamados
os peões que trabalhavam no corte, sapeco e carrego das
folhas de erva-mate . Sua casa funcionou como esconderijo dos
pobres diabos que, fugindo das ranchadas por não pagar
mais suas dividas , e por se acharem muitos fracos e doentes ,
isto quando a sorte lhe ajudava , do contrario , seriam alcançados
e mortos por soldados da Mate Laranjeira.Ainda
Os CoutinhoJuvenal
Bento Coutinho , natural de Borda da Mata – MG.
Seu
Juvenal , já em Xavantina - MT, casou-se com dona Flauzina
Alves Faustino da Conceição, ambos natural de Campo
Grande –MT. São os filhos de fundadores de Campo
Grande.
O
casamento se realizou em 18 de abril de 1931. Em Xavantina viveu
até 1940, vindo depois para os campos de Juty, onde lecionou
até 1966, ano em que foi eleito vereador da 2ª Câmara
Municipal de Caarapó. Tomou posse , juntamente com os demais,
em 31/01/1967 exerceu o mandato até 31/01/1970.
Como professor , lecionou em vários locais , em nosso Município.
Deixou
os seguintes filhos: Leonildas, Euflônio, Maria, Cristóvão,
Evaldo, Aparecido, Getulio e Otavio .Horácio
MeloHorácio
Batista Melo, natural do Rio Grande do Sul, chegou a Mato Grosso
em 1922. Aqui casou-se com Tereza Teixeira, filha de Antonio Ignácio
Teixeira e de dona Marilia Cavalheiro dos Santos.
Horácio
Melo foi carreteiro durante 5 anos, fazendo o transporte de mercadorias.
Sempre
trabalhavam em comitivas de 8, 10 ou mais carretas , das quais
faziam partes: Theodoro do Amaral o “Theodoro Gordo”,
Seu Lica,(Evaristo de Machado), seu Clarismundo Machado, Adriano
Batista, Assunção Rodrigues e outros.
Horácio
de Melo comprou , em 1936, a Fazenda Boa Vista , antiga propriedade
de Nazário de Leon, já em terceira mão, e
aí permaneceu até a sua morte.
Na
política , Horácio Melo , foi velho soldado do PSD
e, inclusive, figura como sendo um dos seus fundadores na região
de Caarapó, Vila Juty, São Domingos e Boa Vista.Júlio
TeixeiraTambém
gaúcho , filho de Antonio Ignácio Teixeira e dona
Marilia Cavalheiro dos Santos .
Julio é casado com dona Audilia de Matos, filha de Porfiniano
de Matos e de dona Zulmira Pereira de Matos. Chegaram a Caarapó
, nos campos d a Boa Vista , no dia 5 de outubro de 1945, vindos
de Dourados , onde já residiam desde de pequenos.
Júlio
é irmão de dona Tereza , esposa de Horacio de Melo,
também morador de Boa Vista.
Júlio
foi um doa mais influentes homens políticos da região
de Juty. Chegou numa época de aberturas de democráticas
. Caía Getulio Vargas e preparávamos para colocar
Eurico Gaspar Dutra no poder. Uma época de grandes correrias
políticas e criação de novos Partidos Políticos
.Julio e toda a sua família , passaram a fazer parte do
PSD, partido cujas bases estavam no campo. Era o partido que representava
a aristocracia rural.Os
PaimIldefonso
Paim , natural de São Borjas –RS, partiu , com a
família mais um irmão, Merenciano, em 1900. Em Corrientes-
Argentina , tiveram de fazer uma parada de mais de dois anos,
onde nasceu uma de suas filhas , Alzira Paim, nascida em 20 de
setembro de 1902.
Ildefonso
, casado com dona Maria Cândida Lemes , ainda no Rio Grande
do Sul, deixou-nos os seguintes filhos: Trajano, Matilde, Valmor,
Alzira, Alcides, Moreno, Deoclécio , João , Ramão
e Maurílio, sendo que, uma parte deles já nasceram
em Juty, hoje chamado Caarapó. Alzira, casou-se em 24 de
outubro de 1929, com Tio Bica (Jerônimo Gedro do Espírito
Santo) Ela com 27 anos e ele com 57 anos de idade.Os
BuenoJoão
Laurindo Bueno e Marfísia Maciel de Oliveira. Ele deixou
seus pais no Rio Grande do Sul , e ela Dona Marfísia, filha
de Francisco Pedro de Oliveira e dona Ana Rodrigues da Luz que
já se encontravam em Mato Grosso.
João
Laurindo Bueno construiu residência no Campo Bonito , entre
Ypuitã e o Caracu. Chegou a Juty, em 1904, já trazendo
4 filhos : Coca (Isaltino) , Clarestino, Fioca (Obaldina) e Picucho
(João Antonio). Aqui nasceram mais os seguintes: Vica (Durvalina),
Gabriel (o Bié) , Ramona e Antério.
O
Coca , casou-se com Guilhermina , filha de Pedro Rocha; a Fioca
se casou com Francisco Gedro, o “Chico Gedro” , filho
de dona Luciana Gedro; o Picucho casou-se com Basilia , filha
de Firmino Corim; o Clarestino , casou-se com Caleuta (Calixta)
, filha de tio Lulu e dona Firmina; a Vica casou-se com Gregório
Pereira da Silva Vargas, filho de Delfino Vargas e dona Casarina
Pereira, que ficaram no Rio Grande do Sul; o Bié casou-se
com Doralina , filha de Joaquim Corim ; Ramona casou-se com Brasilino
Barbosa , filho de Homero Barbosa e de dona Nena Ferreira Rocha.
Um
ano mais tarde , um filho seu, de nome Manoel, ocupou um outro
Campestre que havia mais adiante , chamando-o de “Potreiro
Quinze” . E este moço ficou conhecido entre os moradores
de Juty, com a alcunha de “Manoel Quinze”. Este Manoel
Quinze , ou Manoel Ribeiro Antonio da Silva , morreu solteirão,
já com idade bem avançada . Homem dotado de uma
grande inteligência . Curioso ao extremo . Inventava de
tudo. Até um avião tentou construir . Construiu
uma farinheira , movida a pedal, tudo no estilo moderno . O que
lhe faltou foi um pouco de estudos, condições financeiras
e apoio para prosseguir nos seu inventos.
Dona
Deolinda , que depois de viuvar em 1933,casou-se com Flaubiano
Rodrigues . O esposo de Dona Deolinda , Elvidio Martins Marques,
fora morto traiçoeiramente , em 1933, por Ramão
Vilhalva, no mesmo dia em que o mesmo havia matado Catarina ,
esposa de João Palácio . Os motivos desta chacina
, quase que não se sabe ao certo. Dizem que foi puro banditismo,
ou vontade de matar, outros dizem que foi desfeita , sofrida por
Ramão,numa noite anterior ao acontecido, num baile de galpão,
onde só entrava quem fosse convidado, e este fora barrado
por Dona Catarina e por Elvidio Marques, impedindo-o de entrar.
Talvez este seja o motivo.
O
mais triste . e que dá pena relatar , é que Sérgio
Marques, hoje homem de idade, e , por sinal, muito querido entre
os habitantes de Santa Luzia e de Caarapó, era criança
com apenas dois anos de idade, e estava junto com o pia durante
o assassinato.José
PereiraJosé
Pereira dos Santos , natural de Passo Fundo-RS, onde nasceu aos
17 dias do mês de julho de 1867, casado com Dona Elvira
Pereira Carapeba ou Elvira do Amaral Carapeba Pereira, também
natural de Passo Fundo –RS, chegaram entre 1900 e 1907.
Juntamente
com José Pereira, vieram seus irmãos Abílio
Pereira e Ernesto Pereira dos Santos.
Mais
tarde , José Pereira , deixou ali sei irmão Abílio
e mudou-se para a Fazenda da Tuna, de sua propriedade, e Ernesto
mudou-se para a costa do rio Amambaí, no Porto Palermo.
São
filhos de José Pereira dos Santos : José Pereira
Filho, Iracema, Bráulia e Tuxa (Gêmeos) , Negro,
Edelvina (apelidada de Rola) e Elias, o mais novo e que foi nosso
entrevistado.Além destes, José Pereira teve mais
dois filhos: Abilinho, cuja mãe, foi uma bela mulata, ainda
no Ro Grande do Sul, e Liberato, que era filho de Dona Elvira
com seu primeiro marido.
José
Pereira dos Santos faleceu em Juty, em 1934, e dona Elvira, faleceu
no dia 04 de agosto de 1929 na fazenda Tuna.
E
foi um dos filhos de José Pereira dos Santos , o José
Pereira Filho que teve a sorte de ser o primeiro a se casar no
cartório de Paz de Juty, na Vila de Caarapó, com
Sebastiana Claro, em 30 de Abril de 1930.Sebastiana, era filha
de Amâncio Claro , e dona Fidelina Seivas Claro, “Tia
Fidélia” , mãe de um dos eminentes políticos
e homem publico de Caarapó., Francisco Solano Claro.Francisco
Solano ClaroFrancisco
Solano Claro, natural de Corrientes, Republica da Argentina, onde
nasceu aos 24 de julho de 1903, registrado em Ponta Porã
-MT.
Seu
Francisco estudou na Argentina , pois ainda rapazinho, foi mandado
para lá, em companhia do seu tio, Pedro Mascarenhas, com
quem voltou, mais tarde , ao Brasil e desta vez para ficar.
Em
Santa Luzia , onde sempre residiram seus pais e tios, Chico Claro
foi sempre estimado , respeitado e considerado, por ser um moço
muito educado, bastante letrado e sempre disposto para o desempenho
de funções que exigissem conhecimentos de letras
e redações.Sempre ocupou e desempenhou cargos de
relevância em seu meio comunitário.
Fonte:
3º Ano Ensino Médio-2003. História de Juti-
. Escola Estadual 31 de março VARGAS, Ramão. Vida
e costumes de Caarapó.