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Histórico da Cidade de Juti-MS

SANTA LUZIA OU DISTRITO DE JUTI

Vila fundada entre 1912 e 1915, por influencia do progresso da extração da Erva-Mate, ou ILEX MATE PARAGUAYENSIS.
O primeiro morador foi Sérgio Maciel de Oliveira; filho de João Paulo Maciel de Oliveira. Sérgio chegou nos campos de Santa Luzia, no dia 13 de dezembro de 1898, onde construiu uma paragem provisória, para daí, seguir em direção leste, margem do Rio Laranjaí, ou margem esquerda do Rio Amambaí. Por fim resolveu ficar em Santa Luzia, seus irmãos, Cassimiro e Genésio Maciel, foram para a costa do rio Amambaí, no porto Palermo, onde se fixaram definitivamente, Genésio ficou nas cabeceiras do São Lucas, onde ergueu a Faz. Belo Horizonte.
Mais Tarde, já em 1902 ou 1904, Filisbino e Amâncio Claro, abrindo uma Propriedade na conta do Taquara Velho, Lindeiros com Sérgio Maciel. Depois destes, ainda entre 1904 ou 1906, Antônio Alves, vulgo “Antônio Guri”, que implantou a primeira casa varejista, e também, da Região.

É, também, desta época, os paraguaios; José Lopez, e Caraí Freitas. Segundo testemunhas, Dom Freitas figura como sendo o primeiro morador a construir uma casa ou um rancho de sapé, onde hoje é o hospital de Santa Luzia, ou seja, onde foi o centro da vila até meados de 1945 mais ou menos. Em 1908, mais ou menos chega o primeiro sapateiro, Lauro Moura, “Grandalhão á Beca”. Era um verdadeiro gigante com 2 metros e pouco, casado com Joaquina Corim, filha de Joaquim Rodrigues Corim.
Começaram a chegar os velhos moradores, Dona Téo (Dona Teodósia), Inhá Chaló (salvadora), parteira, benzedeira e sortista, mãe de uma leva de meninos. Em1916 chega Pedro Afonso de Souza Rocha, pai dos Rochas; Luiz Venânsio Soares, açougueiro; Arthur Campos, comerciante; Diógenes Capilé, comerciante, e outros. E a partir de 1920, vieram: Bonifácio Fernandes e Dona Lupa. A vila foi aparecendo, entre 1912 e 1920, um amontoado de ranchos de capim, outros cobertos de tabuinha, ou de zinco.

A partir de 1920, a vila cresceu assustadoramente, a ponto de se tornar o maior centro comercial da Região, com exceção da Campanário, chegando a ter em média, 2.500 casas, entre residências e casas comerciais.
Aí aparecem, Mimi (Sizenando Alves Rocha), primeiro farmacêutico, alopata, homeopata, laboratorista e boticário de grande valor que partiu de Santa Luzia, em 1945/47; Manoel Nogueira, professor e conhecedor de assuntos de redação e leis; Vasco Soares, açougueiro; Marcolino Dáuria; Ciríaco Holosback; Antônio Vieira, professor, foi o primeiro ou o segundo professor a lecionar, particular, para as crianças, de Santa Luzia.
O Distrito de Paz de Santa Luzia, ou de Juti, como ficou denominado, foi criado para a Vila de Caarapó, pela lei Estadual nº1.021, de 21 de setembro de 1929, no governo de Mário Correia, governador do Estado de Mato Grosso.A Lei nº1.021 entrou em vigor, na data do seu veredito, no dia 13 de janeiro de 1930. O cartório foi instalado, na vila de Caarapó, em 16 de março de 1930, com a posse das primeiras autoridades: Juiz de Paz, Francisco Serejo; para escrivão de Paz foi nomeado Antônio Batista Júnior, popular “Tunico Primavera”.

Em 22 de janeiro de 1930, assume a Presidência do Estado de Mato Grosso do Sul, o Dr. Aníbal Benefício de Toledo, governista da ala Júlio Prestes, candidato da Presidência da República, eleito em 01/03/1930, nas eleições gerais em Getúlio Vargas, também foi candidato á Presidência da República. O Partido do Governo Washington Luiz ganhou as eleições de 01 de março de 1930, e Aníbal Toledo, já eleito em 1929, e que tomará posse em 22 de janeiro de 1930. Além do mais, ele era Presidente da Cia. Mate Laranjeira, empresa contrária a toda espécie de ocupação de terras, no sul do Estado de Mato Grosso.

Aníbal Toledo, descontente com a perda do mandato, em 30 de novembro de 1930, pouco antes de ser destituído do poder, expediu um ato ou decreto, transferindo a sede do Distrito de Juti, da Vila de Caarapó, para a Vila de Santa Luzia alegando ser um lugar de maior progresso, como de fato era mesmo.

Assim que, em novembro ou dezembro do mesmo ano (1930), o cartório foi levado para a Vila de Santa Luzia.
Conta-se que, para levarem os livros, veio uma comissão composta de mais de vinte pessoas, muito bem armadas e montando em bons cavalos. No caminho, de volta a Santa Luzia, o cavalo que conduzia o material, espantou-se de um cupim, escondido atrás de uma moita, saindo numa disparada louca, pondo tudo pr terra, espalhando livros por toda a banda, um aqui, outro acolá... O susto foi tão grande a ponto de darem crédito numa espécie de azar ou castigo; pragas, talvez, não sabem o certo.

O cartório foi parar em Santa Luzia e, a Vila de Caarapó, perdeu sua jurisdição de Vila, a condição de Distrito e passou a pertencer ao Distrito de Santa Luzia, até seu desmembramento, em 1948, com a criação do Cartório, ou Distrito de Paz de Caarapó, em 16/11/1948, pela Lei nº188. É por este motivo que Santa Luzia se chama Juti. Foi o nome que empregaram para segurar o Cartório. Foram juízes de Paz, em Santa Luzia: Francisco Serejo, Marcolino Dáuria, Hélio Serejo, Manoel Nogueira, Urbano da Silveira e outros. A vila de Santa Luzia, ou Distrito de Juti, derivou de um ponto de paragem de carreteiros, das barrancas dos rios Paraná, Amambaí e Laranjaí, para Campanário, Ponta Porã, Aquidauana, Nioaque, Porto Murtinho ou Concepcion, no Paraguai ou outros lugares. Era aqui que os carreteiros encontravam um recanto, parte dos melhores prados deste Sul de Mato Grosso, onde a pastagem era abundante, rica em espécies e variedades em teor alimentício.

O lugar sofreu muito. Cresceu por conta própria, sem o auxilio dos órgãos governamentais, estaduais, federais ou municipais, com exceção da ajuda que recebeu da Prefeitura Municipal de Caarapó. Foi por muito tempo sustentada pelo apoio da Cia. Mate Laranjeira, que nos fins de semana, soltava sua peonada, para algumas compras e, eles acorriam á Santa Luzia, Principalmente nos dias de Semana Santa e nos dias de Carreiradas – Corridas de cavalos – umas das poucas diversões que existia por aqui. Santa Luzia, nesses dias, se transformava na capital, porém num rebuliço tremendo.
Com a queda do território, a 18 de setembro de 1946, a decretação do contrato de arrendamento dos ervais, pela Cia. Mate Laranjeira, ainda, em 1946, a Vila entrou em decadência, perdendo maior parte de sua população.

A Vila de Santa Luzia, lá pelos meados de 1950, mais parecia ruínas de um vilarejo que fora tomado pelos ataques de hordas, nos tempos de guerras pela fome ou pela peste. Era triste olhar aquilo. Um luar que foi tão lindo, tão movimentado.

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

Município de Caarapó, ou Juty (Nhuti), esta assentada sobre o espigão mestre da serra dos dourados, no Sul do estado do Mato Grosso Sul, acima do trópico de capricórnio a cem quilômetros, entre os rios Dourado, ao Norte e, Amambay e Piratini, ao Sul. Limitando-se ao Sudeste, Oeste e Noroeste, com o município de Ponta Porã; Norte com o município de Dourados; Nordeste com o município de Fátima do Sul e Jatey e, leste com o município de Naviraí, e ao Sul, com o município de Iguatemi, e Amambay.

O município ocupa uma área de 3.931 km2,dividido em quatro distritos de paz, o da Sede, o de Juty ou Santa Luzia, Nova América e Cristalina. Uma população estimada em 32.524 habitantes, uma densidade demográfica de 8,5 habitantes/km2, um índice de, aproximadamente, 1,8% de nascimento e um crescimento demográfico de 1,5% ao ano dependendo dos trabalhos e assistência direta ao homem do campo.

Altitude e Hidrografia

A altitude é bastante variada, devido a leve ondulação do terreno, sem a presença de serras. Quanto aos rios ribeiros, ao Sul, temos o rio Amambai e Piratini, ambos navegáveis por embarcações de peque porte, exéto nas partes encachoeiradas ou de correntezas, como os saltos Itu e Pirapó, no rio Amambai e Salto do Piratini.

Ao norte temos o rio Dourados, navegável, também, por embarcações de pequeno porte.

Clima

O clima de nossa região é tropical encaminhando para o temperado quente, semiárido e as gramíneas de várias espécies e ricas em vitaminas e sais minerais onde o gado farta-se em abundância, sem necessitar de sal enriquecido ou elementos artificial. As nossas matas eram de tipo Matas Galerias. Eram densas e acompanhavam as águas da bacia platina.

Nossas matas foram, quase que totalmente dizimadas, transformadas em sua maioria, em pastagens artificiais e lavouras. Atualmente a soja está sendo cultivada nas regiões de cerrados e campos de Juty.

Solo

Nosso solo é do tipo Latossolo, um solo muito antigo, de origem terciária, onde predomina o solo de terra mista e terra roxa. Era muito rico em húmus e outra substancia orgânicas e inorgânicas, tais como fósforo, potássio, magnésio, iodo, porém pobre em calcário, sendo, portanto necessário de muita correção, principalmente, na região dos serrados. O que empobreceu o nosso solo foi uma coisa que esta afetando os solos de todas as Américas. É a erosão tanto pluviométrica, quanto eólica, sendo esta ultima causada pelo processo empregado no desmatamento. Predominam os solos de terra roxa, nas regiões de Conchita Cuê, Ibicui, Café Porã, Engenho Velho, Saydju, Piratini, Liberal, São Lourenço, Carapozinho, sete Volta, Lagoa de Ouros, Capuanos. As demais localidades, como: Cristalina, Posto Indíjena, são Francisco, Santa Luzia, Entroncamento, Luceiro, Cerrito, ou Serrito, Três Irmãos, São Domingos e Boca da Picada, predomina o solo do tipo terra mista silício rico. Não fosssem as queimadas e o mau processo empregado nas arações e preparo do solo para o plantio. O nosso solo seria um dos mais ricos do Brasil, mas as queimadas e a erosão pluvial e eólica estão acabando com as substâncias microrgânicas da terra fértil de Caarapó.

Nossos rios estão morrendo

Os nossos rios: Dourados, Piratini, Amambai, Ivinhema, Laranjaí, Guirai, Taquara, e outros, que, até 1940, eram piscosos, Límpidos de água claras e rico em outros animais, como a capivara, a anta, o tapiri, a paca, a lontra, a ariranha e outros, hoje já não se em contra quase nada em suas águas. A maioria deles, já assoerados, barrentos e, entulhados de restos de madeiras, árvores velhas, quase apodrecidas, já não possuem quase nada de vida. A falta das matas ribeirinha fez com que as barrancas fossem e continuam sendo, destruídas pela ação das águas das chuvas que debandam em sua direção, formando valas profundas, e até enormes voçorocas.

A VIDA EM JUTY
População: usos e costumes

A população de nosso município é composta de descendentes de gaúchos, paraguaios, silvícolas, catarinenses, paranaenses, paulistas, mineiros, e argentinos, das províncias de Missiones e Corriontes e, atualmente, a presença do nordestino em grande escala. Predomina o costume gauchesco pelo uso do chimarrão, e do paraguaio pelo uso do terreré. Do gaúcho erdou-se o uso das danças como o chote, a valsa o vanerão, misturando-se com outros costumes paraguaio. Do paraguaio erdou-se o uso do facão para a limpeza das roças.PRIMEIRAS FAMÍLIAS Marcolino DáuriaNatural de Alegrete-RS, onde nasceu em 02 de junho de 1898. Filho de Luigi Dáuria e dona Liberina Dáuria.

Foi comerciante de atacado e varejo, foi político, ervateiro e, por fim, pecuarista.

Na política dói Getulista , tomando parte na Revolução Liberal de 1930, ao lado dos revoltosos. Empossado Getulio Vargas , na Presidência da Republica , Marcolino transferiu-se para Santa Luzia, onde permaneceu até 1955.

Com a criação de dos Partidos Políticos , em 1945, fundou em Santa Luzia , o PTB, bem como em Caarapó, e nele permaneceu até sua extinção em 1965.
Em Santa Luzia , além da atividade do comércio, Marcolino foi chefe político e Juiz de Paz de 1933 a 1953.A principio nomeado de 1933 até 1945, neste mesmo ano, com as eleições gerais, ele foi eleito Juiz de Paz e, reeleito em 1950, permaneceu no cargo até 1953, data em que deixou o cargo já com intenções de mudar-se de Santa Luzia , vindo residir em Caarapó, Dourados e Campo Grande.

Em ocasiões de emergências exerceu por várias vezes o cargo de Delegacia de Policia em Santa Luzia.
Com a criação de emergências exerceu por varias vezes o cargo de Delegado de Policia de Santa Luzia.
Com a criação da Comarca de Ponta Porá, em 20 de setembro de 1915, e que foi instalada em 13 de junho de 1916, Marcolino fez parte do primeiro corpo de jurados desta região .

Tomou parte ativa nos movimentos para criação do Distrito de Caarapó em 1945, 46 e 47, ao lado de Euclides Serejo Batista, João Silveira Viana e outros , bem como para a criação do mesmo Município, em 1958.
Marcolino faleceu em Caarapó em 1983, com 85 anos de idade, tendo sido sepultado na cidade de Santa Luzia , onde viveu grande parte de sua vida pública e privada. Como uma simples homenagem aos trabalhos prestados por este homem público , deram seu nome ao trecho da rodovia que liga Caarapó a Vila Juty, que é um ramal da BR 163. Rodovia Marcolino Dáuria. Vó ChininhaAmália Batista Ribeiro, nascida no Rincão de Julio, Município de Ponta Porá –MT, aos 15 de maio de 1903, filha de João Batista Escobar e de Ignácia Ribeiro.

Casada, em Dourados - MT , com Dionísio Rodrigues Lopes, em 1921.

Em 1929, segundo ela, nasceu seu primeiro neto(a criança que nascia nas mãos de um , ou de uma assistente, ou Parteira, era chamada de neto(a)); Ramão ,filho de Gregório Vargas e de Durvalina (Vica). Vó Chininha aprendeu o oficio de Parteira, com seu esposo, Dionísio, pois que ele já era assistente , mesmo antes de casar. Naqueles tempos era assim, quem sabia um pouco mais, ajudava aos outros que menos sabiam, tudo dentro de um clima de cordialidade e cooperação . A vida aqui , exigia que fosse assim. Vó Chininha , foi assistente de mais de 150 parturientes nesta redondeza , além de outras que nasceram em Dourados, Ponta Porá, Campanário, Santa Luzia.. e que foram assistidos por ela , pois , mesmo distante, vinham busca-la , custasse o que custasse. Seus parto eram feitos com técnicas médicas, sem rezação e sem simpatias e promessas.Era uma senhora sem superstições. Muito entendida em medicina homeopática e caseira (remédios de jujos, plantas...) , acreditava muito na Providencia Divina, e isto nunca lhe faltou . Ficou viúva em 1941, e assim permaneceu até sua morte em 1982.Tio FabricianoFabriciano de Oliveira Menezes, nascido aos 05 dias do mês de janeiro de 1900, filho de Urbano Menezes e de Timíria de Oliveira.
Seu Fabriciano , nasceu e cresceu e ficou velho vivendo neste Sul de Mato Grosso. Exerceu , por longos anos, a função de auxiliar de Policia , Sub-Delegado na Região de Santa Luzia , Delegado de Juty. Serviu nas escoltas de Diogo, ou Diego Paz, juntamente com Silvério Larroque, Chico Preto, Clarito de Almeida , Ângelo Espindola e outros. Sempre que se fazia necessário uma diligencia , ou seja, sair em busca de um criminoso, eles eram convocados, pois , soldado ou policial , por aqui não existia .Era um dever todo o cidadão , naquelas épocas , auxiliar nas diligencias policiais , caso fossem convocados, como é o caso dos jurados nos dias de hoje.

Tio Fabriciano ,no campo de lutas, enfrentou um pouco de tudo ,foi carreteiro, por mais de 8 anos. Foi açougueiro (magarefe) por 15 anos, 8deles em Juty, (Santa Luzia) e leiteiro , na cidade de Dourados, antes disso , quando ainda moço , foi construtor de engenharia de madeira , marceneiro e carpinteiro , tempo em que a madeira , para se fazer alguma coisa, tinha de ser serrada à braço, num buraco feito no chão , ou num girau. Na fabricação de cachaça , Tio Fabriciano foi mestre , fazia a melhor pinga da região na época. Esse homem de muita sabedoria, está hoje com seus 87 anos e, conta seus “causos” com muita lucidez , como se eles tivessem acontecido ontem, lembra de detalhe por detalhe, até a cor do cavalo , ou do boi. Dr. CoutinhoHumberto de Freitas Coutinho , mineiro de Uberaba, comerciante e muito entendido em homeopatia . Por este motivo é que ficou conhecido pelo povo de Juty e Caarapó, como “Dr. Coutinho”, chegou a Caarapó por volta do ano de 1927, com casa de comercio varejista . Grande e influente político da época.Sempre foi governista do antigo PRP, ou do PRPM (Partido Republicano Mineiro).

Sobre o Dr. Coutinho , temos poucas informações pois, terminada a revolução de 1930, que levou Getulio Vargas ao poder, ele se mudou para Londrina – PR . Não sabemos se ainda vive, o que sabemos é que ali vive um filho de seu nome, Jorge Coutinho , o qual tentamos , por muitas vezes , entrar em contato , mas não foi possível. Dr. Coutinho foi o primeiro redator do Jornal “O Progresso”, criado por Militão Viriato Batista, em 22 de fevereiro de 1920, na cidade de Ponta Porá, pois , além, de comerciante e entendido em medicina, era também escritor. Nhá ChalóMoradora de Santa Luzia , casada com Gabriel Benites, natural de Concepcion , Paraguai , de onde vieram a maioria dos Benites , Gabriel , nascido em 1900 e Inhá Chaló , nascida em 06 de agosto de 1902, em Orqueta, Paraguai . Vieram para o Brasil, em 1910, estabelecendo-se, primeiramente em Caarapó, onde viveram até 1930, indo dali para Santa Luzia, onde permaneceram até a morte.

Nhá Chaló era parteira, costureira, benzedeira, sortista e , acima de tudo, muito caridosa. Era um amor de mulher . Deixou numerosa descendência. Entre seus filhos , temos :Miguel, Gregório, Basílio, Agripino, Ângela, Doralina e Ágda. Quase todos nascidos em Caarapó. Os MacielJoão Paulo Maciel Puava de Oliveira , gaúcho , veio numa comitiva composta por Gabriel de Oliveira , Dinarte de Oliveira , Abílio Pereira e outros. Chegaram em Juty, por volta de 1890 indo residir no lugar denominado Glória, num afluente do Córrego Bonito, margem esquerda, casado com Justina Maciel de Oliveira.

Seus filhos , Sergio Maciel, Cassemiro e Genésio,vieram depois, em 1898 Sergio chegou a Juty, onde hoje é a cidade de Santa Luzia , no dia 1º de dezembro de 1898, instalando-se no lado esquerdo da cabeceira do Córrego que recebeu o nome de Santa Luzia. Os outros irmãos , Cassemiro e Genésio, foram para a costa do Laranjaí e Amambaí, no São Lucas.

Sergio Maciel figura como sendo o fundador de Santa Luzia , em 13 de dezembro de 1898. Se bem que, o patrimônio mesmo só começou em 1915 e 1916.Os OliveirasGabriel José de Oliveira , é natural do Estado do Rio Grande do Sul, onde nasceu em 1858. Major do exercito , filho de antigo caudilho da fronteira do Uruguai, sempre ligado ás lutas pela glória da Província Sulina, tomou parte nas lutas Federalistas de 1893-95, no Rio Grande do Sul, luta esta, travada contra os Maragatos Federalistas e Picapaus Legistas.
Gabriel, como era um homem que sabia lutar e vencer , sabia também amar as mulheres , e por elas ser cortejado . Família LemesEuclides Côrrea Lemes, o popular “seu Negrinho Lemes” filho de Francisco Côrrea Lemes e de dona Antônia Côrrea Brum, ambos naturais de São Borja – RS. Seu Negrinho chegou a Mato Grosso em 1920, passando a residir em Santa Luzia, onde ficou até 1942.

Seu Negrinho Lemes casou-se com Filisbina Antunes Pinto, uma das filhas de Randolfo Araão Antunes Pinto e de dona Amélia Belmonte do Amaral.

Deste casamento ficaram os seguintes filhos: Nestor, Ranulfo, Assunção, Baldomero, Ernestina, Maria Helena, Amélia e Antonia.

Seu Negrinho Lemes, foi carreteiro . Trabalhou com transportes de cargas , trazendo e levando mercadorias, durante mais de 12 anos e, nesta época, foi Correio, levava e trazia as malas e demais correspondências de Campo Grande para Dourados e Maracaju, e destes locais, para Dourados e Ponta Porá.

Quando morador de Santa Luzia exerceu por vários anos , a função de Sub-delegado de Policia de Juty. Trabalhou sempre ao lado de Dom Marssal, Delegado de Policia de Santa Luzia.Gabriel Bueno De OliveiraBiê, natural de Juty-MT, filho de João Laurindo Bueno e de dona Marfízia Maciel de Oliveira, nasceu a 25 de julho de 1912.

Gabriel é filho de João Laurindo Bueno e de dona Marfízia Maciel de Oliveira, ambos naturais do Rio Grande do Sul.

Com apenas 17 anos resolveu-se casar com Doralina Rodrigues Corim; filha de Joaquim Corim e de dona Maria Rodrigues Corim. A menina tinha apenas 14 anos. Casaram-se na Republica do Paraguai, em 1929. Em 1930 foi convocado para o serviço militar, e por força das circunstâncias , ficou até 1932, quando foi extraviado do batalhão em Itraré - SP, vindo a chegar , quase que a pé, dois meses e meio depois, em Juty.

Com a Revolução de 1932, a 9ª Circunscrição Militar de Campo Grande acompanhou os paulistas e o 11º RC de Ponta Porá, segui para São Paulo com o nome de Batalhão Antonio João . As tropas do 11º RC, chegaram até a estação de Itararé, onde entraram em luta com Forças Federais, e foram derrotados .

Só chegaram a Mato Grosso muitos dias depois , alguns até a pé , e o velho Gabriel foi um destes. Depois de dois meses e meio ,chegou a Juty, sem ao menos passar por Ponta Porá,tendo acertado a sua situação militar , 16 anos depois , em 1948, com novo alistamento militar.
Do primeiro casamento com Doralina , ficaram 6 filhos: João, Marfisa, Izaltino, Obaldina, Adão e Neris.
Gabriel casou-se com Santa Luzia , na época em que Cyriaco Holosback era o Juiz de Paz de Juty, porque ele, nesta época , era Juiz de Paz de Caarapó, 1949-1952, O casamento foi em 1951.Napoleão De OliveiraNapoleão Alves de Oliveira, natural de Juty, Napoleão é filho de Gabriel José de Oliveira com dona Georgina Cabral de Oliveira, viúva de Pedro Antonio Alves de Oliveira, morto no Rio Grande do Sul. Napoleão é considerado o único filho homem legitimo de seu Gabriel de Oliveira. Teve também uma irmã , Maria Luiza Alves, e Eduardo morto em uma emboscada.

Dona Maria Luiza, nasceu em 10 de agosto de 1906, em Iguatemi, quando da viagem de seus pais para Mato Grosso.

Napoleão, casou-se com Obaldina de Oliveira Rocha. Deste casamento brotaram os seguintes rebentos: Deodato, Dinorá, Iolanda, Fernando César, Maria Guilhermina, e Augusto José.

Dona Maria Luiza casou-se com Justo Cano, também filho de heróis fundadores . Deste casamento nasceram os seguintes filhos: Augusto, Antônia, Camilo, Lauriano, Victor , Ramão, Jose Domingos, Sebastião, Carlos, Livrada, Santa de Jesus, Valentina, Rosário, Cirila e Francisca , 15 filhos ao todo.

Seu Gabriel de Oliveira , além destes filhos tinha mais dois de criação: Valdevino e Rogustiano. Valdevino, casou-se com Rita, esta foi vitima de um desastre quando colhia folhas de coqueiro para os animais , o seu esposo, tempos depois foi morto traiçoeiramente , por um peão da Fazenda.

Era assim a Luta dos pioneiros de Juty. Se hoje temos um mundo destes, como é o caso de Naviraí, Caarapó e Santa Luzia, é porque foi a custo muito suor e de sangue derramado de muitos de nossos compatriotas, parentes nossos, ou simples conhecidos, e que arriscaram em aventuras por este mundão de Deus, enfrentaram feras , homens rudes e bandoleiros, criminosos que para cá vinham a fim de se esconderem.MAIS OLIVEIRATio Antério Maciel de Oliveira, que casou com Rosalina Claro , uma das filhas de Tia Fidélia e Amâncio Claro. Deixou os seguintes filhos: Ramão, Geni, Roque e Marlene. Tio Antério é irmão de Chico Pedro , o “Tio Lulu”. Morou no Laranjaí. Homem muito simples , honesto, e acima de tudo, muito servidor, e um grande amigo das crianças da época.OS BATISTASEm Juty, havia duas famílias Batista. A família de Joaquim Batista e a de Cipriano Batista do Nascimento.

Joaquim Batista , natural de Passo Fundo-RS, casado com dona Josefa de Freitas, também do Rio Grande do Sul . Chegaram a Mato Grosso por volta de 1908, já vindo da Argentina , onde residiram por muitos anos , na Região de Santana de Posada, ou Santa Ana das Missiones.
Aqui ,viveram da pecuária e da agricultura .Gente muito simples , muito servidores e não se metiam em encrencas . Seu recanto foi a Região de Ibitu, entre São Domingos e Caarapó.

Deixaram os seguintes filhos : Florêncio, Adriano, Pedro, Filipa, Emilia.DOM CANDADOEuzébio Candado , natural de Orqueta,no Paraguai, onde nasceu em 14 de agosto de 188. Foi criado por seu Pedrinho, Dom Prudêncio Sárate. N a revolução de 1912 , no Paraguai, Don Candado , já tinha 24 anos, foi mandado para o Brasil.

Em 1922 mudou-se para Campanário, onde trabalhou por cinco anos, como serrador braçal, e depois, como carvoeiro e oleiro. Nesta época , os caminhões da Cia Mate Laranjeira, em sua maioria eram movidos a gasogênio ou gás de carvão de lenha moído.

Em 1927, mudou-se para Santa Luzia , onde foi trabalhar na Fazenda São Lucas , de Genésio Maciel, com quem fez um contrato por 06 anos, para formar mandiocal. Quem o contratou foi Manuel de Oliveira, um irmão ou primo de Genésio Maciel. A quantia de terras , rezada no contrato, era de 10 alqueires e assim foi feito.

Durante o tempo em que se esperou para o mandiocal no ponto de produção, seu Candado foi trabalhar na Fazenda Curupai, a fim de ganhar alguns trocados par ao sustento da família. Quem o contratou foi Francisco Serejo Batista, que na época , estava como empreiteiro da Fazenda Curupai e da Cia Mate Laranjeira. Ali trabalhou em todos os tipos de serviços: como ervateiro; abridor de picadas (estradas na mata virgem);como carreteiro e outros mais. Foi neste tipo de trabalho que o galho de uma árvore caiu sobre sua cabeça e parte do corpo. Este acidente o fez ficar por quatro anos numa cama sem poder caminhar . Durante este tempo quem cuidou do mandiocal foi sua família: a esposa, dona Cirila, e mais os 05 filhos, onde o mais velho , tinha apenas 12 anos.

Quando recuperou das quebraduras e pode andar, procurou seu patrão, com quem havia feito o contrato das mandiocas, para um acerto de contas, e como o contrato havia vencido , este se negou a cumpri-lo , convidando Dom Candado para que perdoasse a divida diante de três testemunhas. Nesse meio tempo, Dom Candado veio a Santa Luzia aconselhar-se com Marcolino Dáuria, Juiz de P az de Juty, na época , que disse a Eusébio que perdoasse a divida, pois assim agiria melhor e estaria fora de perigo . Preferindo perder tudo e salvar sua vida e de seus familiares , deixou a fazenda São Lucas na maior pobreza em que um ser humano já pode ficar.

Por fim passou a preparar mudas de erva-mate , para vender aos plantadores de ervais, tarefa que se ocupou dela até 1946, quando do declínio da erva-mate, em Mato Grosso. Seu ultimo serviço pesado foi serrar madeira a braço, serviço que exerceu por dez anos . Serrava a madeira por encomenda.

Casado com dona Cirila Marego, natural de Belém , no Paraguai. O casamento realizou-se em Amambaí – Brasil , em 1918. Deste casamento ficaram os seguintes filhos : Jatei, Margarida, Ângela , Victor, Demétrio, Thomásia, Amância , Zeferina, Delfina, Theodósia e José Candado.
Foi grande defensor dos arrieros , ou mineiros, como eram chamados os peões que trabalhavam no corte, sapeco e carrego das folhas de erva-mate . Sua casa funcionou como esconderijo dos pobres diabos que, fugindo das ranchadas por não pagar mais suas dividas , e por se acharem muitos fracos e doentes , isto quando a sorte lhe ajudava , do contrario , seriam alcançados e mortos por soldados da Mate Laranjeira.Ainda Os CoutinhoJuvenal Bento Coutinho , natural de Borda da Mata – MG.

Seu Juvenal , já em Xavantina - MT, casou-se com dona Flauzina Alves Faustino da Conceição, ambos natural de Campo Grande –MT. São os filhos de fundadores de Campo Grande.

O casamento se realizou em 18 de abril de 1931. Em Xavantina viveu até 1940, vindo depois para os campos de Juty, onde lecionou até 1966, ano em que foi eleito vereador da 2ª Câmara Municipal de Caarapó. Tomou posse , juntamente com os demais, em 31/01/1967 exerceu o mandato até 31/01/1970.
Como professor , lecionou em vários locais , em nosso Município.

Deixou os seguintes filhos: Leonildas, Euflônio, Maria, Cristóvão, Evaldo, Aparecido, Getulio e Otavio .Horácio MeloHorácio Batista Melo, natural do Rio Grande do Sul, chegou a Mato Grosso em 1922. Aqui casou-se com Tereza Teixeira, filha de Antonio Ignácio Teixeira e de dona Marilia Cavalheiro dos Santos.

Horácio Melo foi carreteiro durante 5 anos, fazendo o transporte de mercadorias.

Sempre trabalhavam em comitivas de 8, 10 ou mais carretas , das quais faziam partes: Theodoro do Amaral o “Theodoro Gordo”, Seu Lica,(Evaristo de Machado), seu Clarismundo Machado, Adriano Batista, Assunção Rodrigues e outros.

Horácio de Melo comprou , em 1936, a Fazenda Boa Vista , antiga propriedade de Nazário de Leon, já em terceira mão, e aí permaneceu até a sua morte.

Na política , Horácio Melo , foi velho soldado do PSD e, inclusive, figura como sendo um dos seus fundadores na região de Caarapó, Vila Juty, São Domingos e Boa Vista.Júlio TeixeiraTambém gaúcho , filho de Antonio Ignácio Teixeira e dona Marilia Cavalheiro dos Santos .
Julio é casado com dona Audilia de Matos, filha de Porfiniano de Matos e de dona Zulmira Pereira de Matos. Chegaram a Caarapó , nos campos d a Boa Vista , no dia 5 de outubro de 1945, vindos de Dourados , onde já residiam desde de pequenos.

Júlio é irmão de dona Tereza , esposa de Horacio de Melo, também morador de Boa Vista.

Júlio foi um doa mais influentes homens políticos da região de Juty. Chegou numa época de aberturas de democráticas . Caía Getulio Vargas e preparávamos para colocar Eurico Gaspar Dutra no poder. Uma época de grandes correrias políticas e criação de novos Partidos Políticos .Julio e toda a sua família , passaram a fazer parte do PSD, partido cujas bases estavam no campo. Era o partido que representava a aristocracia rural.Os PaimIldefonso Paim , natural de São Borjas –RS, partiu , com a família mais um irmão, Merenciano, em 1900. Em Corrientes- Argentina , tiveram de fazer uma parada de mais de dois anos, onde nasceu uma de suas filhas , Alzira Paim, nascida em 20 de setembro de 1902.

Ildefonso , casado com dona Maria Cândida Lemes , ainda no Rio Grande do Sul, deixou-nos os seguintes filhos: Trajano, Matilde, Valmor, Alzira, Alcides, Moreno, Deoclécio , João , Ramão e Maurílio, sendo que, uma parte deles já nasceram em Juty, hoje chamado Caarapó. Alzira, casou-se em 24 de outubro de 1929, com Tio Bica (Jerônimo Gedro do Espírito Santo) Ela com 27 anos e ele com 57 anos de idade.Os BuenoJoão Laurindo Bueno e Marfísia Maciel de Oliveira. Ele deixou seus pais no Rio Grande do Sul , e ela Dona Marfísia, filha de Francisco Pedro de Oliveira e dona Ana Rodrigues da Luz que já se encontravam em Mato Grosso.

João Laurindo Bueno construiu residência no Campo Bonito , entre Ypuitã e o Caracu. Chegou a Juty, em 1904, já trazendo 4 filhos : Coca (Isaltino) , Clarestino, Fioca (Obaldina) e Picucho (João Antonio). Aqui nasceram mais os seguintes: Vica (Durvalina), Gabriel (o Bié) , Ramona e Antério.

O Coca , casou-se com Guilhermina , filha de Pedro Rocha; a Fioca se casou com Francisco Gedro, o “Chico Gedro” , filho de dona Luciana Gedro; o Picucho casou-se com Basilia , filha de Firmino Corim; o Clarestino , casou-se com Caleuta (Calixta) , filha de tio Lulu e dona Firmina; a Vica casou-se com Gregório Pereira da Silva Vargas, filho de Delfino Vargas e dona Casarina Pereira, que ficaram no Rio Grande do Sul; o Bié casou-se com Doralina , filha de Joaquim Corim ; Ramona casou-se com Brasilino Barbosa , filho de Homero Barbosa e de dona Nena Ferreira Rocha.

Um ano mais tarde , um filho seu, de nome Manoel, ocupou um outro Campestre que havia mais adiante , chamando-o de “Potreiro Quinze” . E este moço ficou conhecido entre os moradores de Juty, com a alcunha de “Manoel Quinze”. Este Manoel Quinze , ou Manoel Ribeiro Antonio da Silva , morreu solteirão, já com idade bem avançada . Homem dotado de uma grande inteligência . Curioso ao extremo . Inventava de tudo. Até um avião tentou construir . Construiu uma farinheira , movida a pedal, tudo no estilo moderno . O que lhe faltou foi um pouco de estudos, condições financeiras e apoio para prosseguir nos seu inventos.

Dona Deolinda , que depois de viuvar em 1933,casou-se com Flaubiano Rodrigues . O esposo de Dona Deolinda , Elvidio Martins Marques, fora morto traiçoeiramente , em 1933, por Ramão Vilhalva, no mesmo dia em que o mesmo havia matado Catarina , esposa de João Palácio . Os motivos desta chacina , quase que não se sabe ao certo. Dizem que foi puro banditismo, ou vontade de matar, outros dizem que foi desfeita , sofrida por Ramão,numa noite anterior ao acontecido, num baile de galpão, onde só entrava quem fosse convidado, e este fora barrado por Dona Catarina e por Elvidio Marques, impedindo-o de entrar. Talvez este seja o motivo.

O mais triste . e que dá pena relatar , é que Sérgio Marques, hoje homem de idade, e , por sinal, muito querido entre os habitantes de Santa Luzia e de Caarapó, era criança com apenas dois anos de idade, e estava junto com o pia durante o assassinato.José PereiraJosé Pereira dos Santos , natural de Passo Fundo-RS, onde nasceu aos 17 dias do mês de julho de 1867, casado com Dona Elvira Pereira Carapeba ou Elvira do Amaral Carapeba Pereira, também natural de Passo Fundo –RS, chegaram entre 1900 e 1907.

Juntamente com José Pereira, vieram seus irmãos Abílio Pereira e Ernesto Pereira dos Santos.

Mais tarde , José Pereira , deixou ali sei irmão Abílio e mudou-se para a Fazenda da Tuna, de sua propriedade, e Ernesto mudou-se para a costa do rio Amambaí, no Porto Palermo.

São filhos de José Pereira dos Santos : José Pereira Filho, Iracema, Bráulia e Tuxa (Gêmeos) , Negro, Edelvina (apelidada de Rola) e Elias, o mais novo e que foi nosso entrevistado.Além destes, José Pereira teve mais dois filhos: Abilinho, cuja mãe, foi uma bela mulata, ainda no Ro Grande do Sul, e Liberato, que era filho de Dona Elvira com seu primeiro marido.

José Pereira dos Santos faleceu em Juty, em 1934, e dona Elvira, faleceu no dia 04 de agosto de 1929 na fazenda Tuna.

E foi um dos filhos de José Pereira dos Santos , o José Pereira Filho que teve a sorte de ser o primeiro a se casar no cartório de Paz de Juty, na Vila de Caarapó, com Sebastiana Claro, em 30 de Abril de 1930.Sebastiana, era filha de Amâncio Claro , e dona Fidelina Seivas Claro, “Tia Fidélia” , mãe de um dos eminentes políticos e homem publico de Caarapó., Francisco Solano Claro.Francisco Solano ClaroFrancisco Solano Claro, natural de Corrientes, Republica da Argentina, onde nasceu aos 24 de julho de 1903, registrado em Ponta Porã -MT.

Seu Francisco estudou na Argentina , pois ainda rapazinho, foi mandado para lá, em companhia do seu tio, Pedro Mascarenhas, com quem voltou, mais tarde , ao Brasil e desta vez para ficar.

Em Santa Luzia , onde sempre residiram seus pais e tios, Chico Claro foi sempre estimado , respeitado e considerado, por ser um moço muito educado, bastante letrado e sempre disposto para o desempenho de funções que exigissem conhecimentos de letras e redações.Sempre ocupou e desempenhou cargos de relevância em seu meio comunitário.

Fonte: 3º Ano Ensino Médio-2003. História de Juti- . Escola Estadual 31 de março VARGAS, Ramão. Vida e costumes de Caarapó.